A heteridade de Lacan

Antonio Quinet

Publicado el: 2013-12-04


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Lacan sempre manifestou em seu ensino o interesse e a consideração pelo outro. É o que encontramos desde o estádio do espelho, apresentado em 1936, até seu seminário de 15 de Janeiro de 1980 em que utiliza o termo Heteridade, significante novo derivado do



Lacan sempre manifestou em seu ensino o interesse e a consideração pelo outro. É o que encontramos desde o estádio do espelho, apresentado em 1936, até seu seminário de 15 de Janeiro de 1980 em que utiliza o termo Heteridade, significante novo derivado do grego Heteros. Proponho traçar um rápido panorama que vai da alteridade à heteridade evocando cinco modalidades de outrem em Lacan; o outro imaginário, meu semelhante; o grande Outro do inconsciente; o outro êxtimo, o objeto a; o outro do laço social e o Outro gozo.

Para tal fim convido o leitor a fazer a experiência da ?Outralíngua?, a língua como Outra que caracteriza nossa comunidade poliglota e polifônica com a presença de diversas línguas estrangeiras. Levar em consideração a Outra língua é não aceitar a língua Una, a língua do Um seja uma paródia esperanto seja aquela que a globalização tenta nos impor. Ao lado do ?Um encarnado em Alíngua? (Encore, 131), pensemos em ?A outralíngua?, o para-além do Um da língua, ?l?Outre-langue?, deixando-nos banhar pelos reflexos do cristal d?Alingua Outra.

?It is not easy to speak in a country which is perfectly strange for me?, ?não é fácil falar num país que é perfeitamente estrangeiro para mim?, disse Lacan na Yale University em novembro de 1975, quando propôs que se estude o que caracteriza o inglês em oposição às outras línguas. A consideração pela Outra língua levou Lacan a se interessar pelo japonês e pela ?injeção? de palavras de outras línguas no inglês tão particular de James Joyce.

Voyons donc les modalités de l?autre chez Lacan. Vejamos portanto as modalidades do outro em Lacan.



1. O outro, meu semelhante

Lacan desfaz a ilusão de completude, a pretensão de síntese e a miragem da unidade do EU, mostrando que eu é, antes de mais nada outro. E aquele que vejo na minha frente que penso ser outro é igual a mim. Meu semelhante onde paranoicamente meu projeto é o outro-eu mesmo nesse mundo imaginário do especular onde ambos estamos mergulhados.

Esse próximo que se me assemelha, e a quem me ensinaram dever amar, é antes um intruso. Por ser igual é rival. Constituído pela imagem do outro, o eu está para sempre alienado a seu outro-ideal. O que Freud descreve como o eu-ideal, é encarnado pelo outro-ideal que o neurótico sempre encontra dentre seus camaradas. Esse outro é experimentado e percebido como um intruso que invade e rivaliza com o eu pelo mesmo lugar. No entanto é o eu que vem primeiramente usurpar o lugar do sujeito, Esse intruso, o eu, o sujeito o percebe como outro.

Lacan descreve o estádio do espelho, the looking-glass phase, inicialmente como um avatar do complexo de intrusão, correlato psíquico do nascimento de um outro, o irmãozinho, percebido como um intruso que vem apropriar-se do lugar que o pequeno sujeito imagina ocupar no desejo do Outro. Mas o sujeito identifica-se com este outro de modo imaginário: e o outro torna-se indissociável do eu e, pior, o eu do outro. Essa bipolaridade caracteriza o registro imaginário e constitui a infelicidade do homem pois o outro, quando não é objeto de desejo, é um estorvo, um inferno.

Esse outro que é meu semelhante é minha alteridade egóica, projeção narcísica de meu eu, espelho que me envia minha própria imagem a ponto de considerá-lo semelhante. Este outro se é alter, é alter-ego, nada mais do que meu ego alter-ado. Ele é o caramujo que encerra no âmago de sua carapaça imaginária o objeto que causa tanto meu ódio quanto meu maravilhamento.

O par imaginário do eu e seu outro-duplo baila e briga na cena visual que constitui uma barreira para a Outra cena. O espelho é um anteparo ao inconsciente; o imaginário do olho da consciência, uma cortina à determinação do simbólico. Eu-outro desconhecemos que o espelho é o Outro do inconsciente.

2. O grande Outro

O grande Outro como Outro do sujeito é um lugar; é o Alhures onde se pensa sem pensar, é a Outra cena em que se sonha, é o Outro palco em que se encena. É o lugar de onde se coloca para o sujeito a questão de sua existência. A própria condição do sujeito depende do que se desenrola no Outro. Freud extraiu de Fechner a idéia de um lugar psíquico para o inconsciente que Lacan iria transformar no conceito do grande Outro. ?Des grosse Fechner spricht in seiner ?Psychophysic? [...], die Vermutung aus, dass der Schauplatz der träume ein anderer sei als der des wachen Vorstellungslebens [...] . Dis idee, die uns so zur Verfügung gestellt wird, ist die einer psychischen Localität?. ?... o grande Fechiner apresentou a idéia de que a cena de ação dos sonhos é diferente (outra) daquela da vida ideacional de vigília?.[1]

É a Outra cena, o Outro palco, o lugar do Outro e seu discurso é o Inconsciente. Alteridade, descoberta por Freud que arranca do sujeito do centro do psiquismo, o Outro do inconsciente estabelece uma ?heteronomia radical?, como diz Lacan, e ?sua presença, só pode ser correspondida num grau secundário da alteridade, que já o situa, a ele mesmo, uma posição de mediação em relação a meu próprio desdobramento de mim comigo mesmo como também com o semelhante?.[2]

Esse Outro distinto do outro que é meu semelhante, igual e rival constitui a alteridade do simbólico e da linguagem, onde o sujeito encontra não sua identidade mas sua representação: nos significantes que vieram daqueles que para ele ocuparam em sua história esse lugar: Pai, Mãe, etc. A começar pelo ?Outro primordial? que é a Mãe. Não que ela seja o Outro, pois o Outro é um lugar, mas que tenha vindo ?como que? ocupá-lo. O sujeito personaliza esse lugar do Outro pois é o lugar a quem endereça seu amor fabricando um Outro como um solar do amor pelo efeito de sua palavra. Ao articular a fala, o lugar do Outro aparece e é transferido aquele a quem eu a endereço pois ela é também minha demanda. Assim a fala institui o Outro do amor, que é o Outro da transferência, lugar que o analista é chamado a ocupar. This is the big Other which can be taken as a big Mother or as the big Brother ? that is the principle of alienation. The Mother as big Other may smother, even as the Other of love. Eis o grande Outro que pode ser tomado como a Mãezona ou o grande Irmão ? esse é o princípio da alienação. A Mãe como grande Outro pode sufocar, até mesmo quando é o Outro do amor. Mas o sujeito é por definição desamado considerando o Outro um desalmado. São as mulheres que mais nos ensinam que o Outro do amor é um desalmado pois ele não as arranca de seu casamento com a solidão. Mas é por que o Outro falta. A inscrição da falta no Outro que Freud chamou de castração o faz inconsistente e faltoso sem garantias. O Outro não existe. O sujeito como falta-a-ser não encontra o que lhe falta no Outro. He is want-to-be ? tradução proposta por Lacan para manque-à-être, and that is why he is a subject of desire, e eis porque ele é sujeito a desejar.

Por outro lado, o Outro personificado se torna a sede e a sede do poder, na medida em que o sujeito é alienado aos significantes que vieram do Outro com a série de ?tu és?. Versão big Brother.

The lack of the Other is the principle of separation, A falta do Outro é o princípio da separação. S () é o matema da psicanálise que significa Sem Outro ou Sem Álibi, ou ainda, a verdade não toda, como diz Lacan em Televisão: ?I always speak the truth. Not the whole truth, because there?s no way, to say il all. Saying it all is literally impossible: words fail?. ?Digo sempre a verdade: não toda, porque dizê-la toda não se consegue. Dizê-la toda é impossível materialmente: faltam as palavras?.

3. O objeto a

Esse outro que é efetivamente radical Lacan o considerou nada menos do que a sua contribuição à psicanálise, esse outro que se aloja lá no âmago do Outro do amor em sua hiância sem representação causando meu desejo e provocando minha angústia. ?Eu o chamei pequeno a, disse Lacan em Milão em 1973, por que é a inicial de outro em francês, do que se chama l?autre, exceto que, justamente não é o outro, não é o outro sexo, é o outro do desejo, é o que constitui a causa do desejo?. È l?oggetto picolo a. É o objeto que vem na fantasia responder à pergunta do desejo: Che vuoi?

O objeto a é o suporte de tudo o que interessa o sujeito, ele se encontra em todos os objetos libidinizados do mundo. Esse objeto-outro que se declina segundo as pulsões, é o que o sujeito busca no Outro, parceiro sexual, solar do amor, para satisfazer à exigência pulsional. Não há ?acesso ao Outro do sexo oposto, diz Lacan, senão pela via das pulsões parciais através das quais ele busca um objeto que lhe reponha essa perda de vida que lhe é própria por ele ser sexuado?.[3] O Outro é reduzido a esse objeto em torno do qual a pulsão faz a volta e que se encontra no quadro da fantasia que o sujeito projeta no telão do grande Outro.

L?oggietto picolo a è qualcosa che sfugge ma che l?analisis há finito per aferrare, ed è quel rapporto del tutto radicale che gira intorno al seno, che concerne anche l?escremento, e poi... lo sguardo e anche la voce? O objeto a é algo que escapa, mas que a análise acabou apreendendo, ele é o que se relaciona com tudo o que radicalmente gira em torno do seio, que concerne até o escremento, - e mais... o olhar e a voz?.[4] Oral, anal, olhar e voz. O olhar e até a voz. Assim o objeto a se declina em objeto oral, anal, escópico e invocante.

Lacan diz que é em nome do objeto a que ele fala tanto na televisão quanto em seu seminário. Seu exemplo é o olhar de Beatriz para Dante, esse tantinho de nada, um batimento de pálpebras que o faz luzir como uma faísca do Outro gozo ao qual ele tão somente tem acesso por meio desse objeto em sua episódica substância escópica.

O objeto a é aquilo que é produzido pela linguagem, na repetição significante, repetição que fracassa em atingir o gozo buscado e, ao mesmo tempo produz gozo, e até mesmo gasta gozo. Gozo perdido não contabilizado é o objeto mais-de-gozar: Il plus godere è prodotto dall?efetto di linguaggio, diz Lacan ainda em Milão em maio de 1972.

Efeito da linguagem o objeto a é parte integrante da fantasia através da qual apreendo a realidade. E se essa me interessa é por que lá se encontra esse outro estranho-familiar a me instigar, provocar, causar. Mas eu sei através da angústia que para o Outro eu sou também o objeto a saciar pulsões. E é nesse objeto que penduro o ser que não encontrei no significante, o ser que a palavra não me entregou. Por mais alter que seja o objeto a é onde tento agarrar meu ser de simulacro. Meu semblante de ser é o outro, esse outro íntimo e exterior. Stranger in the light, um estranho na luz.

4. O outro do laço social

Os quatro discursos escrevem os laços sociais onde o outro não é mais algo específico mas um lugar que pode ser ocupado por quatro tipos de outro, segundo a maneiro como este é tratado. Los discursos son modalidades de tratamiento del outro. El outro alli no es un semblante, no es un outro de parecer, pero un outro del lazo, submetido a la structura dsiscursiva que condiciona su lugar en los actos de governar, educar, psicanalizar y hacer desear. El parecer esta del lado del agente del discurso, es lugar del semblante. Os discursos são modalidades de tratamento do outro. O outro aqui não é um semelhante, não é um outro de semblante e sim um outro do laço submetido à estrutura discursiva que condiciona seu lugar nos atos de governar, educar, psicanalisar e fazer desejar. O semblante está no lugar do agente do discurso, ele é um faz-de-conta. Utilizando o semblante do objeto a, como agente, o discurso do analista é o único laço social que trata o outro como sujeito. Os outros discursos tratam o outro como um escravo, como um objeto ou como um mestre castrado.

Lugares

Discurso do mestre Discurso da histérica

® ®

Discurso do universitário Discurso do analista

® ®

Nas relações de poder, como mostra o discurso do mestre, o outro é escravizado e reduzido a um gerador de objetos de gozo. Nas relações de saber, encontramos a perversão da burocracia e da educação ao tratar o outro como um objeto gozoso, como ocorre quando a ciência serve ao discurso do universitário. E nas relações próprias ao discurso do capitalista, o outro nem pode ser encarnado por ninguém, pois o outro aqui é um mero objeto de consumo, uma mercadoria, fabricada pela ciência tecnológica. O discurso do capitalista implica a foraclusão da castração e por conseguinte a exclusão do investimento libidinal e diferencial no outro do laço. O outro é foracluído do laço capitalista daí o empuxo-ao-autismo de um gozo mercadológico.

Os laços sociais, mostram diferentes modos da presença do Um representado pelo significante mestre. O discurso do mestre faz existir o grande Outro encarnado pelo Um como semblante do poder dominando todos os outros; no discurso universitário, em que o saber está no lugar do semblante, o Um está no lugar da verdade, e no discurso histérico o Um está no lugar do mestre do saber. Seja como governante, como autor ou como mestre e senhor, o significante-mestre é passível de ser encarnado nos discursos, com exceção do discurso do analista. Este desvela que o Um não é ninguém, sua verdadeira natureza é de puro significante. O Um não é de ninguém; é a presença do significante que faz existir o Um. E o outro do laço social é diversificado e múltiplo.

5 ? O Outro gozo

A quinta modalidade do outro é o Outro gozo referido por Lacan ao gozo que se encontra no lado feminino da partilha dos sexos. Este Outro, com maiúscula, Lacan o qualifica com o termo grego Eteron Heteros. Esse Outro gozo é derivado da lógica do não-todo (pas tout) da sexualidade feminina.

Lacan propõe duas lógicas distintas para dar conta da sexuação masculino-feminino. A primeira é a lógica fálica do Um que constitui um universo a partir da exceção ()que por sua exclusão forma um conjunto fechado, uma totalidade, ou, como ele chama um todo (). Articula assim o UM (da exceção figurado no Pai da horda primitiva) com o TODO do batalhão fálico dos homens.

A segunda lógica, que ele propõe para se pensar o sexo feminino, é uma lógica distinta da lógica do Um e do todo. Ela a denomina a lógica do não-todo, "pas tout" () na medida em que a mulher está "não-toda", pas toute, inscrita na lógica fálica. Há uma incompletude fundamental do ?ser mulher?, não permitindo qualquer categorização das mulheres. Les femmes ne font pas un TOUT. L?Eteros, est celui ?qui ne peut s?étancher d?univers.[5] As mulheres não constituem um todo, uma totalidade. O Heteros é aquele ?que não pode impermeabilizar um universo?.

A lógica do "pas tout" não constitui universo pois não há aqui o UM da exceção () que poderia fazer existir um conjunto fechado como um todo. É uma lógica OUTRA, Hétera, uma lógica da Heteridade. Ele opõe assim ao Um o Outro e ao todo o não-todo, e à completude a descompletude. E podemos continuar seu desdobramento: ao gozo do Um se opõe o gozo Outro, sem limites, ao poder do Um o impossível do Heteros, ao instituído o diferente, e à exceção a diversidade.





Um Outro


Universo Não-universo


Todo Não-todo


Poder Impossível


Gozo do Um Gozo sem limites


O instituído O diferente


O Outro aqui, como gozo, é diferente do Outro da linguagem, que este é barrado, falta. É o Outro que não existe. O Outro falta, mas Heteros existe. O Outro que existe deve ser pensado, diz Lacan ainda no Etourdit, ?en tous sens le plus étranger?, ?em todos os sentidos como o mais estrangeiro?. Lacan se refere ao Parmênides de Platão onde ele distingue o Heteros tanto do Um quanto do ser. Suponho que seja o trecho em que Platão, para distinguir o Um do ser, disserta sobre a participação do Um no ser e do ser no Um sendo, no entanto, distintos, diferentes, outros um em relação ao outro. Na seqüência podemos ler: ?Se portanto o ser é outro e o Um outro, não é absolutamente sua unidade que faz do Um ser diferente (outro) do ser; não é a realidade de seu ser que faz do ser outro (diferente) do Um; é o diferente (outro) que os diferencia mutualmente ? Assim o Heteros não é idêntico nem ao Um nem ao ser?. ?Wste ou tauton estin oute tw eni oute th ousia to eteron?.[6]

Continua Lacan: l?Heteros ?peut se décliner en l?Hetera, s?étherise, voire s?hétaïrise...?, ?o Heteros pode se declinar em Hetera, se eteriza e até mesmo se hetairiza. Hetera em grego significa a concubina, a mulher do desejo. Se eteriza ? se evapora pois o gozo Outro é inapreensível como o éter. Se hetairiza ? vem de hetairia, associação de amigos ou associação política. Com isso Lacan indica que uma associação pode ser derivada de Heteros e/ou que Heteros ao se associar em pares corre o risco de se evaporar. Eis uma indicação para pensarmos uma Escola de psicanálise que não deve excluir a lógica e a ética derivadas da Heteridade.

Quem se encontra do lado feminino tem relação com o Outro gozo, como as mulheres que encarnam o Outro sexo, é por isso que uma mulher é também Outra para si mesma. Mas não são só as mulheres que podem encarnar o Heteros. Na democracia grega, o Outro do cidadão são a mulher, o estrangeiro (metec), o escravo. E na mitologia, nos ensina Vernant, encontramos Artemis, Dionísio e Medusa.

O gozo do Outro admite a categoria do impossível na medida em que ele não cessa de não se escrever ? a linguagem não o apreende ? ele escapa ao significante-mestre e por isso ele também escapa ao laço social, não deixando se conter em um discurso estabelecido. E no entanto ex-siste.

Rejeitar a existência do gozo do Outro ? e há várias formar de rejeitar como segregar, calar, excluir, e até mesmificar através da assimilação ? é uma forma de racismo. Lacan nos propõe, em Televisão, ?Laisser cet Autre à son mode de jouissance, c?est ce qui ne se pourrait qu?à ne pas lui imposer le nôtre, à ne pas le tenir pour un sous-développé?. ?Deixar esse Outro a seu modo de gozo, o que só pode ser feito ao não lhe impor o nosso, ao não considerá-lo um subdesenvolvido?.

Heteridade, é o estado de abertura ao Heteros, ao Outro levando em conta seu gozo. Como impossível: a se escrever, a se ordenar, a se prever, a se prescrever por que ele é por definição sempre Outro, assim com a língua do estrangeiro é estranho mesmo quando é familiar, é Heteros.



Rio de Janeiro, 11 de abril de 2001

Texto apresentado no colóquio ?2001- Uma odisséria lacaniana?


[1] Freud, S. Die traumdeutung, Frankfurt, Fischer Taschenbuch Verlag, 1983, p. 436; A interpretação dos sonhos, Rio de Janeiro, SEB, Imago, v. V, p. 572.

[2] Lacan, Jacques, Escritos, Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, p. 529.

[3] Lacan, Jacques, Escritos, p. 863.

[4] Lacan, Jacques, Excursus, Milano, febbraio 1973.

[5] ?Etourdit?, Scilicet, p. 23.

[6] Platão, O Parmênides [143 e].



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