OS LENÇOS BRANCOS QUE NÃO ACENAM À PAZ

Maria Fernanda Aragão Ponzio

Publicado el: 21/04/07


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Não é difícil reconhecer que, nos tempos atuais, a recorrência a temas e motivos clássicos de extração greco-latina tem sido constante e vem assumindo diversas configurações filosóficas, antropológicas, psicológicas, literárias.


OS LENÇOS BRANCOS QUE NÃO ACENAM À PAZ
Doutoranda: Maria Fernanda Aragão Ponzio (Universidade do Estado do Rio de Janeiro)
Fonte: Círculo Fluminense de Estudos Filológicos e Lingüísticos
Não é difícil reconhecer que, nos tempos atuais, a recorrência a temas e motivos clássicos de extração greco-latina tem sido constante e vem assumindo diversas configurações filosóficas, antropológicas, psicológicas, literárias. Este artigo pretende verificar as possibilidades de diálogos emergentes em contextos de embate, aparentes na inter-relação entre a personagem sofocliana Antígona (442 a.C) e as personagens reais que compõem o quadro sociopolítico argentino, conhecida como Madres de Plaza de Mayo. Com a análise comparativa dessas figuras, alguns conflitos surgem para ilustrar a precariedade acerca da condição humana imersa em períodos dominados pelas tiranias do silêncio e da obediência.
Nas antinomias homem x mulher, senilidade x juventude, indivíduo x sociedade, vivos x mortos e homem x Deus (ou deuses), enxergam-se enfrentamentos nos quais não existe possibilidade alguma de negociação e, por isso, o insolúvel conflito se mostra absolutamente trágico. Cada uma dessas oposições é posta em ação por Sófocles em Antígona.
Daí, provêm sua riqueza significativa e a possibilidade aparentemente inesgotável de atualizá-la, de “chamar para a vida” o que Hölderlin considerava verdades ocultas, latentes, sem que para isso existam condicionamentos a tempo ou a lugar. Além disso, tem sido possível comprovar que há tempos e lugares mais propícios para o nascimento de novos descendentes dessa história.
Segundo Hölderlin, Sófocles é um escritor de tempos de crise, de revolução e de deslocação temporal. Sendo assim, em tempos de crise, como é visto o século XX (o mais clássico de todos e mais rico em cataclismos históricos), o mito de Antígona esclarece uma das mais fundas e dolorosas questões da existência do homem, tornando possíveis releituras e diálogos desse mito.
Com a personagem de Antígona e seu enfrentamento às leis ditadas por seu tio, o tirano Creonte, surge a colisão entre amor e lei, esta vista sob uma perspectiva alheia às vontades do indivíduo, uma vez que preconiza ordens que vão de encontro às prerrogativas divinas. O impasse e a impossibilidade de negociação são oriundos do conflito que se estabelece entre vontade e liberdade.
Antígona é filha de Édipo e Jocasta, nascida de um matrimônio condenado pelo incesto. Irmã de Ismene (a mulher que, na tragédia, encarna o papel subalterno legado à figura feminina), assim como de Polinice e Etéocles (os irmãos mortos em uma luta fratricida), Antígona, ao saber que Creonte proíbe os rituais fúnebres destinados a Polinice devido à sua oposição ao governo do tio e à luta com o irmão que representava os ideais propostos pela figura do poder, decide enterrá-lo, ciente de suas futuras punições, ações que decorrerão na morte e no fim dos Labdácidas, um génos ao revés.
Mulher, jovem e fruto de uma sociedade predominantemente masculina, Antígona se apresenta com sua “piedosa vilania” e se entrega à morte. Sepultar o corpo, além de um direito divino, ilustra a impossibilidade de negociação entre os termos que instauram o conflito no universo sofocliano. O destino se mostra inexoravelmente duro e inviável, dando passagem ao trágico caminho das personagens dessa história. Não há como se salvar.
No decorrer dos cinco episódios que compõem a peça, a figura dessa jovem vai adquirindo proporções que a equiparam à tirania de Creonte, embora suas leis e sua língua sejam ditadas pelo amor ao corpo do irmão, que precisa voltar à terra e ser abrigado na sepultura.
Ao se pensar na divisão estrutural de Antígona e nas relações discursivas que se estabelecem, o embate surge já no prólogo, quando Antígona convoca a irmã Ismene para, juntas, cumprirem os rituais fúnebres a Polinice. Ambas se mostram conscientes de suas devidas punições, porém Ismene se nega, por medo e obediência, ao ato de amor suicida que lhe propõe a irmã. Numa lúcida loucura, Antígona abala a tirania sozinha e morre, dignificando a todos os que, atemporalmente, atacam a injustiça.
Atacar a injustiça e mostrar as fissuras de um poder que se firma sob a pena do silêncio e da anulação de direitos são pontos que permitem e requisitam o paralelo em relação a vários conflitos presentes na sociedade atual. Luta por terras, reconhecimento de etnias consideradas subalternas e crise de soberania podem ser vistos nessa perspectiva dialógica aqui proposta, como uma ressemantização do tema da liberdade, seja esta de expressão, de direitos e deveres, ou simplesmente de amar.
Antígona é humana, não é enviada dos deuses, o que favorece ainda mais a aproximação à capacidade de enfrentamento e afrontamento que se espera da esfera feminina. Entretanto, como todo herói trágico, ela pulsa entre a carência e o excesso. Ao enterrar Polinice, ela, em sua uniteralidade, desconhece a Eros ao venerar a Tanatos. Assim sendo, o amor, que por toda peça é o leitmotiv de combate, faz a jovem tebana caminhar em direção à escolha simbólica por seu auto-sepultamento. Seu amor é semeado exclusivamente entre os mortos, daí sua hamartía .
Para falar de culpa, a sua não é uma questão subjetiva. Nessa situação de impasse, o que se lhe apresenta é uma escolha única: é preciso enterrar o irmão. Diante do inexorável, ela assume as conseqüências e responsabilidades de seu ato. Desde sua aspiração à conclusão de seu ato que põe fim a própria vida, Antígona passa por todas as fases que desencadeiam a catástrofe final. Sua deliberação e sua decisão se mesclam num processo entre intelecto e debate emocional interno, contudo este prevalece. E disso ela tem noção desde o princípio, desde a manifestação de sua vontade inicial.
Dessa maneira, a idéia de conceitos integradores surge emergencialmente frente às totalidades opressivas, dando expressão a uma simbologia que pode ser lida sob a ótica das realidades latino-americanas.
A (re)leitura de Antígona e sua possível relação com o movimento argentino das Madres de Plaza de Mayo remete às figuras propostas por Hegel: “Amo-Escravo” e “Homem-Mulher”. É importante ressaltar que, em relação à primeira, o servo, ao enfrentar o senhor, põe em marcha seu projeto de conscientização, o que promove uma inversão dos papéis. Na segunda, ao se colocarem em conflito homem e mulher, tem-se o que se pode entender como a verdadeira eticidade, ou seja, o caráter, a individualidade, o reconhecimento da própria alteridade.
“Amo-Escravo” e “Homem-Mulher” se ressignificam e abrem para os questionamentos de embate e resistência frente a um regime opressor e segregacionista. Combater Creonte e morrer decretando a falência do poder masculino representado por este homem fazem com que Antígona atinja o ponto que permite novas discussões sobre o papel feminino diante da crise do sistema logo-cêntrico. Ela, ao se conscientizar de seus direitos e apontar os abusos do tirano, se torna senhora de sua própria vida e também da morte, que lutam num conflito sem saída. Antígona morre e, junto com seu fim, há a total aniquilação do poder de Creonte.
Num salto espaço-temporal permitido pelo diálogo entre as duas realidades presentes nesse estudo, falar do papel desempenhado pelas Madres argentinas é um caminho viável para se pensar a dicotomia outrora mencionada entre amor e lei, visto que essas mulheres podem ser consideradas como as “Antígonas ibero-americanas”.
“Les folles de la Place de Mai" , como são chamadas na França, não pejorativamente, mas pelo papel que desempenharam frente a um regime repressivo, essas mulheres, que tiveram seus filhos desaparecidos durante a última ditadura militar argentina, saíram da esfera privada e foram para a praça construir um discurso na contra mão do poder. Na repersonificação da personagem grega, surgem as Madres que saem à luta para abrir as feridas deixadas pelo medo e pela opressão.
Analisar o discurso do corpo, como resistência, e atentar para o testemunho, como um processo de escrita viável para o resgate da alteridade e a preservação da memória, são caminhos que possibilitam pensar na existência de uma voz que não se constrói no chamado “centro”. Entretanto, ela consegue alcançá-lo numa perspectiva desestabilizadora do sistema hegemônico que visa a apagar diferenças, ao propor rearticulações dialógicas.
Ao se ter como base a presença das “Madres de Plaza de Mayo” na Argentina, buscar-se-á, neste momento, analisar a importância da permanência dessas mulheres para o contexto sociopolítico-cultural, bem como os discursos que elas produzem, encarnando-as como herdeiras do legado de Antígona.
O que, a princípio, seriam apenas algumas mães que se reuniam em frente ao palácio do governo, A Casa Rosada, para estarem juntas e, nessa angústia compartilhada, buscarem notícias de seus familiares levados pelo terror, ganhou uma dimensão enorme, até os dias de hoje. Na mesma praça, essas mulheres desoladas se reúnem semanalmente, todas as quintas-feiras, fazem a Marcha ao redor da pirâmide levantando polêmicas e bandeiras acerca de temas e problemas que tangem a política atual.
Terminado esse percurso que, temporalmente, não passa de quarenta minutos, elas vão para frente da Casa Rosada e uma das Madres lê um texto de crítica e combate às posições do governo, sempre lembrando que a presença delas ali é para que não se apague uma história de luta.
Quando esse pronunciamento chega ao fim, elas e as pessoas que as acompanham – alguns estudantes, turistas que passam pela principal praça de Buenos Aires, ou simples transeuntes – começam a cantar juntos o que elas estão buscando: “Alerta, alerta que camina, milicos asesinos por América Latina. Alerta, alerta que camina, aparición con vida y castigo a los culpables” .
Faz mais de vinte e cinco anos que muitos desapareceram. Os números são terríveis, beirando trinta mil pessoas. Estar na praça até hoje gritando por justiça e por vida é a maneira que elas encontraram de fazer com que essa história permaneça viva, e o corpo que não pode ser enterrado continue sua trajetória de luta junto a elas.
O terror na Argentina se instaurou alguns anos antes do golpe militar de 76. Dois anos antes, já havia ameaças e algumas pessoas já estavam desaparecendo. As mulheres grávidas durante o processo foram levadas para os centros clandestinos de detenção, tiveram seus filhos roubados e muitos destes foram entregues para adoção a pessoas ligadas ao governo .
Então, era nesse clima de medo e ameaça que o país se encontrava. O que poderia ser apenas mais um agrupamento de pessoas na praça, em 1977, torna-se marcha, após policiais lhes gritarem “circulem, circulem”, e essas mulheres começarem a dar voltas. O lenço branco que usam, até hoje, não simboliza a paz. Uma vez que é comum que as mães tenham alguma fralda de recordação de seus filhos, o lenço é isso: a lembrança, o resgate e a ostentação da dor.
Desacreditadas inicialmente pelos governantes, as Madres sabiam do perigo que representava a voz que elas ecoavam. Muitas foram reprimidas e houve casos de seqüestros, como o de Azucena Lidia Villaflor De Vincenti, criadora do movimento das Madres de Plaza de Mayo, desaparecida desde 1977. O desaparecimento de Azucena e as constantes ameaças ratificaram a necessidade de estarem presentes na praça. Perseguidas, chamadas de loucas – argumento óbvio, quando é necessário anular a alteridade, visto que o discurso do “louco” é interditado socialmente –, elas resistiram em sua “agridoce” loucura, como a personagem sofocliana, e seguiram em frente. Enfrentando.

A língua que está em seus gritos não é a mesma de Ismene, já que suas palavras não aceitam as regras da gramática ditatorial, prescrita de normas tiranas que denotam o pavor.
Se a ditadura tentou apagar o perigo com desaparecimentos, talvez os militares não tivessem idéia do legado às avessas que eles deixariam: suas Madres. O espaço que elas passaram a ocupar tomou uma grande dimensão, pois a história está sendo reescrita. Nas lutas, nas marchas, ou em seus escritos produzidos nas oficinas literárias, relato e testemunho se fazem presentes para reabrir a ferida da dor que não foi curada. Pedir aparição com vida é mais do que uma simples frase. É requisitar da história a parte de uma memória coletiva que foi brutalmente amputada.
Neste momento, a presença da performance surge como alternativa de diálogo, uma vez que as marchas, nos dias atuais, ganharam um outro sentido. Por mais que elas saibam do destino trágico que tiveram seus filhos, elas continuam na Praça, redesenhando o quadro político da Argentina e criando novas perspectivas de discurso.
Em uma dupla situação de marginalidade – mulheres e latino-americanas – reconhecer esses relatos é uma urgência política que acompanha o discurso crítico, que deve cumprir, neste momento, uma tarefa duplamente descolonizante, ao ter em sua agenda questões que tocam os preconceitos sexuais e as mutilações de dependência cultural.
Estudar essas personagens é uma alternativa de possível resgate do debate acadêmico a fim de nele inserir temas que tocam a sociedade em seus problemas. A relação de tal aspecto com as Madres de Plaza de Mayo surge quando se aborda a questão da resistência. Com seus atos performáticos e seus relatos de experiências inseridos socialmente, estudados e, sobretudo, respeitados por seu valor histórico, são abertas possibilidades de investigação acerca de um fenômeno que questiona as estruturas de poder e, assim, se consolida.
Os discursos delas ainda permitem lembrar uma outra figura literária: Scherazade, pois esta é resgatada para que apareça uma voz que requisita ser ouvida e, desta forma, haja uma memória preservada. É preciso resistir “aos ditames do rei” , neste caso representado pelas políticas que encerram o ideal de homogeneização, em detrimento de um sistema globalizado implantado horizontalmente, sobretudo nos países latino-americanos, após a derrubada do Muro de Berlim.
Desta maneira, pode-se identificar que o grito de Antígona continua a ecoar todas as semanas na praça portenha. A necessidade de enterrar o corpo para que a história permaneça viva e mostre o quão fraco e débil pode ser um sistema baseado na tirania e na razão cega em nome da dominação e do poder continuam a existir. A língua dessas mulheres é a mesma, pois não importa a diferença lexical ou, até mesmo, idiomática. A voz que ecoa é o amor e a busca por um direito que lhes foi negado.
Creonte, o tirano tebano ressemantizado, representa as mais cruéis figuras que compuseram e compõem o quadro político latino-americano. É dele a figura do homem terrível, deinós, o monstro incompreensível e desnorteante, senhor de tudo e todos, mas incapaz de governar a si mesmo . Em distintos tempos e sistemas, pode-se pensar em como a razão masculina desenvolve seu papel; em nome de um sistema alheio aos indivíduos, mortes, enganos e mentiras podem ser colecionados como verdades oficiais dadas ao povo como sua história, na busca de um “bem-estar” promovedor do abafamento de relatos que podem emergir e destruir uma ordem baseada na ilusão do poder.
Os lenços brancos que não acenam à paz, assim como a toga virginal de Antígona, é a resistência a contextos no quais os gritos não se escutam, as vozes se calam pela impossibilidade de existência dentro da opressão, e as alteridades são apagadas. Há uma ferida, há uma lacuna. Há urgência de diálogo entre o que se entende por lei, ordem, verdade, razão, memória e, sobretudo, amor.

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[1] As loucas de Praça de Maio (a tradução dos textos são de minha autoria)
[2] No presente estudo, trabalharemos com as mães da “Asociación Madres de Plaza de Mayo”. Sobre este tema é importante ressaltar que há duas linhas: uma composta pelas mães desta associação e outra chamada “Línea Fundadora”. Embora ambas tenham uma história de vida importante para contar, a opção feita é motivada pela resistência delas em relação ao governo, uma vez que não aceitaram a indenização proposta pelo então presidente Raúl Alfonsín como preço de restituição pelo desaparecimento de seus filhos.
[3] “Alerta, alerta que caminha, milicos assassinos por América Latina. Alerta, alerta que caminha, aparição com vida e castigo aos culpados”.
[4] O termo empregado ao que foi feito com essas crianças é “apropriação”, o que confere um caráter de ilegalidade e contravenção ao ato.




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